sábado, 7 de agosto de 2010

ÚLTIMAS TECNOLOGIAS NA CORREÇÃO DOS DEFEITOS DA VISÃO

Cirurgia Refrativa Personalizada

O Instituto Panamericano da Visão dispõe de um sistema de última geração para correção da miopia, astigmatismo e hipermetropia:


• Sistema diagnóstico multi-dimensional que mede a elevação e curvatura das faces anterior e posterior da córnea, além da medida da espessura total da córnea - paquimetria.


• Utiliza tecnologia de frente de onda para identificar as aberrações em todo o sistema óptico. Em combinação com os dados do Orbscan, fornece a solução personalizada para correção dos defeitos visuais.


• Excimer laser com avançada tecnologia de scanning e flying spot e rastreamento do olho (eye tracker), que combina segurança e previsibilidade na correção personalizada.

• Microcératomo que incorpora significativos avanços para confecção do retalho corneano.

ENTREVISTA COM UM ESPECIALISTA EM CIRURGIA DE CORREÇÃO

A Correção dos Defeitos da Visão Para ter uma visão normal, um grande número de pessoas necessita do uso de óculos ou de lentes de contato. Esta é a forma habitual de compensar os defeitos da visão ou ametropias, que incluem a miopia, a hipermetropia, o astigmatismo e a presbiopia. Muitas, entretanto, em decorrência da profissão ou do tipo de trabalho que realizam, necessitam de uma visão de qualidade sem a utilização de óculos ou de lentes de contato. Nos portadores de grau alto ou nos casos em que existe uma grande diferença de grau entre os dois olhos, os óculos podem não proporcionar uma visão satisfatória. O uso de lentes de contato como alternativa para correção da visão também tem limitações. Muitas pessoas têm pequena tolerância ao uso de lentes de contato. Além disso, os óculos e as lentes de contato não têm efeito curativo, ou seja, o seu uso não leva ao desaparecimento ou à diminuição da ametropia. As situações anteriormente descritas, somadas às vantagens estéticas, têm estimulado o desenvolvimento de diversas técnicas para correção das ametropias.



O Excimer Laser é o mais novo e eficiente avanço alcançado. A miopia, o astigmatismo e a hipermetropia podem ser corrigidos com a aplicação do laser, com grande precisão. O Excimer Laser não corrige a presbiopia, ou vista cansada. Um laser é um equipamento capaz de produzir um feixe de luz intenso, que pode ser focalizado em uma pequena área. O Excimer Laser utiliza a mistura dos gases Argônio e Flúor para produzir um feixe invisível de luz ultravioleta. Esta luz, de pequeno comprimento de onda e alta energia, aplicada sobre uma pequena área da córnea, é capaz de romper as ligações entre as moléculas, num processo conhecido como fotoablação. O resultado é uma precisa e segura remoção de tecido, em escala microscópica, controlada por computador.


Excimer Laser na correção da miopia, astigmatismo e hipermetropia Desenvolvido nos anos 80, o Excimer Laser vem sendo utilizado desde 1990. A aplicação do laser em uma área central da córnea altera sua curvatura, corrigindo o grau existente: miopia, astigmatismo ou hipermetropia. Diversas inovações tecnológicas foram incorporadas ao Excimer Laser nos últimos anos. A forma com que o laser é aplicado sobre a córnea (flying spot) e o dispositivo que faz com que a mira do laser acompanhe os movimentos do olho (eye-tracker), contribuíram sobremaneira para maior segurança na aplicação do laser e melhora dos resultados cirúrgicos. O desenvolvimento recente de equipamentos como o Orbscan e o Aberrometro, representou também um grande avanço na cirurgia refrativa, permitindo a identificação e avaliação das alterações das superfícies da córnea e do sistema óptico do olho. O tratamento pode ser planejado de forma individualizada e personalizado, com melhora significativa do resultado visual.


Quem pode se submeter ao tratamento? A correção da miopia, astigmatismo ou hipermetropia pelo Excimer Laser deve ser programada e discutida com o oftalmologista. Para se submeter ao tratamento, é importante que o grau esteja estável.


Qual a idade ideal? Geralmente, a idade mínima recomendada é 20 anos. Esta é a idade em que o grau tende a se estabilizar para a maioria das pessoas. Não há limite de idade para se submeter à correção. Após os 40 anos, entretanto, a correção da miopia melhora a visão para distância, mas pode haver a necessidade do uso de óculos para perto.


Quais exames são necessários? É necessário um exame oftalmológico prévio, complementado por uma avaliação mais detalhada da córnea, afastando eventuais alterações que possam comprometer ou contra indicar o tratamento.

Como é o tratamento? O procedimento é realizado em caráter ambulatorial, não havendo necessidade de internação. O paciente permanece acordado durante todo o tempo. O olho é anestesiado com colírio. Não se faz uso de injeções. Não há dor, mas apenas um pequeno desconforto ou sensação de pressão sobre o olho. As pálpebras são imobilizadas com um pequeno dispositivo para manter o olho aberto. Na técnica denominada PRK, o epitélio, que é a camada mais superficial da córnea, é removido para que o laser seja aplicado. Após a aplicação do laser, uma lente de contato é colocada sobre a córnea para proteger a área tratada. Não há necessidade de cobrir o olho com curativo. Numa outra forma de tratamento com o Excimer Laser, chamada de LASIK, a remoção do epitélio é substituída pela delaminação da córnea, através da utilização do microceratomo, um instrumento microcirurgico, automático. O laser é aplicado e, a seguir, o disco corneano é colocado de volta. Para proteção, uma concha de acrílico é colocada sobre o olho. A opção por uma das técnicas- PRK ou LASIK - é feita pelo cirurgião, após a análise dos vários fatores envolvidos.


Como é o pós-operatório imediato? Pode haver algum desconforto após o procedimento. A utilização de colírios anti-inflamatórios, antibióticos e analgésicos geralmente assegura um pós operatório confortável. Nas primeiras 24 horas é recomendável permanecer em casa, em repouso, inclusive visual: não ler, não assistir TV, etc. Outros cuidados devem ser seguidos, como não esfregar ou coçar os olhos, não deixar que produtos de banho ou maquiagem caiam no olho, evitar contato com água de piscina ou mar, evitar exposição prolongada ao sol.


Em quanto tempo se dá a melhora da visão? A recuperação da visão geralmente é mais rápida com LASIK. Quando a técnica utilizada é a PRK, a melhora da visão é notada 2 a 3 dias após a cirurgia, logo após a retirada das lentes de contato de proteção. Alguns meses são necessários para a estabilização da visão.

Quais são os riscos e complicações? PRK e LASIK, como qualquer cirurgia, têm riscos que devem ser cuidadosamente avaliados. A maior parte das complicações pode ser tratada, sem prejuízo da visão. Em alguns casos, felizmente raros, a visão após a cirurgia pode não ser tão boa quanto era antes, mesmo com o uso de óculos ou lentes de contato. A cirurgia pode, em alguns casos, resultar em hipo ou hipercorreção. O uso de óculos ou lentes de contato, ou mesmo uma nova cirurgia, corrigem estes problemas na maior parte dos casos. Alguns pacientes podem apresentar: - Sensibilidade à luz; - Percepção de halos em torno das luzes; - Sensação de olho seco; Estes sintomas geralmente diminuem nos primeiros meses, mas podem persistir por um período mais longo. Complicações como perda da melhor acuidade visual corrigida e infecção são raras. Estudos estatísticos mostram que, utilizando-se os equipamentos de laser de última geração, mais de 90% das pessoas operadas são capazes de desenvolver todas ou quase todas suas atividades, sem necessidade de uso de óculos ou lentes de contato.

CURIOSIDADES E BIBLIOGRAFIAS DE OPTICA

Curiosidades


• A visão do peixe-mandarim é bem desenvolvida, acima da média dos outros peixes, sendo que seus olhos são capazes de identificar até as cores do ambiente.

• O peixe-boi tem olhos pequenos mas enxerga bem, sendo capaz de reconhecer cores.

• Os tubarões possuem uma grossa membrana - membrana nictitante - que fecha protegendo seus olhos na hora do ataque a outros animais.

• As cobras da espécie arboreal geralmente têm a visão melhor do que a espécie terrestre. Apesar da visão das cobras não ser particularmente notória, não impede a detecção de movimento. Para além dos olhos, algumas serpentes (crotalíneos e pítons), têm receptores infravermelhos sensíveis em sulcos profundos entre a narina e os olhos que lhes permitem "ver" o calor emitido pelos corpos.

• Os morcegos possuem uma boa visão que se complementa com a ecolocalização que é a emissão de ondas ultra-sônicas.

• Os roedores têm visão bicromática, ou seja, enxergam apenas a luz na faixa verde e azul do espectro.

• Os animais noturnos enxergam muito bem à noite e possuem olhos geralmente grandes. Têm hipersensibilidade à luz do sol.

• As aves de rapina possuem um poder de visão bem acima da média dos outros animais podendo enxergar a quilômetros de distância como se estivessem a poucos metros.

• A lula-colossal possui os maiores olhos no reino animal, chegando ao tamanho de um prato.

ALGUNS ANIMAIS E SEU OLHOS INUSITADOS!
















BIBLIOGRAFIAS

http://www.blogger.com/goog_1927187531
http://www.ebah.com.br/biofisica-da-visao-ppt-a53045.html
http://www.infopedia.pt/$visao,4
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cor_dos_olhos
http://www.brasilescola.com/fisica/defeitos-na-visao-humana.htm
http://www.afh.bio.br/sentidos/sentidos1.asp
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-humano-olho-humano/anatomia-do-olho.php
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20091026145416AAgb0zd
http://www.laboratoriorigor.com.br/
http://www.ipvisao.com.br/site/pages.php?m=conteudo&subm=cirurgia_refrativa
http://www.oftalmologica.com.br/cirurgia.txt

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

1ª ETAPA - TERREMOTOS - PARA INICIO DE CONVERSA: O QUE E UM TERREMOTO?

Terremoto ou sismo são tremores bruscos e passageiros que acontecem na superfície da Terra causados por choques subterrâneos de placas rochosas da crosta terrestre a 300m abaixo do solo. Outros motivos considerados são deslocamentos de gases (principalmente metano) e atividades vulcânicas. Existem dois tipos de sismos: Os de origem natural e os induzidos.

As maiorias dos sismos são de origem natural da Terra, chamados de sismos tectônicos. A força das placas tectônicas desliza sobre a astenosfera podendo afastar-se, colidir ou deslizar-se uma pela outra. Com essas forças as rochas vão se alterando até seu ponto de elasticidade, após isso as rochas começam a se romper e libera uma energia acumulada durante o processo de elasticidade. A energia é liberada através de ondas sísmicas pela superfície e interior da Terra.

CAUSAS DOS TERREMOTOS

Há três causas principais para a ocorrência de terremotos:


Desabamento: ocorrem por dissolução e deslizamento das massas rochosas e são causados pela força da gravidade, ocorrendo em regiões suscetíveis de dissolução dos terrenos, como as constituídas por rochas calcárias. Esses desabamentos produzem tremores bem localizados, de pequena importância.


Vulcanismo: nas regiões vulcânicas ocorrem terremotos produzidos por explosões internas, decorrentes do escape repentino de gases sob fortes pressões. Podem, ocasionalmente, ser intensos, como foi o terremoto associado ao vulcão Vesúvio no ano de 79 d. C., quando se sepultou a cidade de Pompéia. Mesmo sendo intensos, sua propagação é limitada, afetando apenas os arredores da área vulcânica.


Tectonismo: os terremotos mais importantes são os causados pelo tectonismo (movimento das placas tectônicas). Nesses casos, as vibrações podem ser sentidas, sem o auxílio de sismógrafos, a mais de 2 mil quilômetros do foco (do ponto de origem do terremoto).


Os sismos acontecem porque a camada mais externa da Terra, a litosfera, formada pelos primeiros 100 km de profundidade, é rígida e quebrada em diversos pedaços (placas tectônicas) que não estão parados, mas se movimentando uns em relação aos outros, como se fossem imensas lajotas que, volta e meia, tentam se encaixar.


Nos pontos onde essas placas se tocam ocorrem os maiores e mais freqüentes tremores. A causa desse movimento é a existência de forças geológicas no interior da Terra, cuja origem não é, ainda, bem conhecida.


Os grandes abalos ocorrem principalmente na região de encontro entre as placas, onde se localizam as falhas maiores, de escala continental. Uma falha é uma fratura, ao longo da qual houve um deslocamento dessas camadas ou placas tectônicas.

EFEITOS DOS TERREMOTOS

As vibrações sísmicas produzem efeitos mais danosos nas regiões cobertas por sedimentos pouco consolidados, muito embora as rochas duras conduzam as ondas com maior velocidade. Para entender esse fenômeno, basta imaginar um copo cheio de geléia que sofresse algum tipo de vibração. O vidro vibra com alta freqüência, mas as vibrações são imperceptíveis. Com relação à geléia, no entanto, a passagem das vibrações é facilmente visível.



Os terremotos geralmente não afetam a topografia (o desenho do relevo), a menos que o foco se situe muito perto da superfície ou que ela seja diretamente afetada pela falha responsável pelo abalo. Como exemplo famoso desse caso, podemos citar a falha de Santo André, na Califórnia (EUA), responsável pelos terremotos da cidade de São Francisco, que causam grandes deslocamentos no terreno, chegando a encurvar trilhos ferroviários e destruir centenas de casas.


Terremotos que ocorrem sob o mar podem produzir tsunamis, maremotos que determinam a formação de ondas gigantes, que podem atingir de 20 a 30 metros de altura e que se deslocam com a velocidade de 700 km/hora.


Muito embora a sismologia (estudo dos terremotos e da estrutura da Terra) esteja bastante adiantada, o homem ainda não descobriu uma maneira de prever os terremotos catastróficos. Muito interessante é a sensibilidade demonstrada por certos animais algumas horas antes das catástrofes: os pássaros param de cantar; o faisão canta de uma maneira diferente e os cães mostram-se medrosos, uivando constantemente.

ONDA SISMICA

Quando ocorre um sismo, parte da energia propaga-se através do meio sob forma de ondas volúmicas, e a parte restante da energia desloca-se ao longo da superfície sob a forma de ondas superficiais.


Ondas volúmicas
Tal como qualquer outro tipo de ondas que se propague através de um espaço tri-dimensional e cuja fonte possa ser considerada como uma fonte pontual, a amplitude das ondas sísmicas decresce com inverso da distância à fonte.
Para além disso, a superfície definida como aquela em que todos os pontos se encontram no mesmo estado de vibração (i.e. estão em fase) designa-se por frente de onda. Para pequenas distâncias à fonte, a frente de onda tem forma esférica. Contudo, com o aumento da distância à fonte, a frente de onda torna-se progressivamente mais plana, de tal modo que, para grandes distâncias, se pode fazer a aproximação de que a dita frente de onda é uma onda plana. Por analogia ao caso da óptica, a direcção perpendicular à frente de onda designa-se por raio sísmico.
As ondas sísmicas volúmicas (quer as compressivas, quer as de corte) têm, na origem, vasta gama de frequências. Todavia, devido à atenuação durante a propagação, as mais pronunciadas têm frequências entre 0,5 e 20 Hertz.


Ondas P (Primárias)


As ondas P são do tipo compressivo. Uma onda a propagar-se ao longo de uma mola constitui uma boa analogia para este tipo de ondas sísmicas.





As ondas P são as mais rápidas das ondas sísmicas, podendo propagar-se tanto em meios sólidos como líquidos. A velocidade de propagação em granitos, por exemplo, é de cerca de 5,5km/s. Em meios líquidos a velocidade de propagação reduz-se bastante. Por exemplo, na água, a velocidade das ondas P é de apenas cerca de 1,5km/s.



Ondas S (Secundárias)


Nas ondas S o movimento de vibração dá-se no plano definido pela frente de onda e, como tal, perpendicularmente à direcção de propagação, pelo que são ondas do tipo transversal (ou de corte). Uma boa analogia para este tipo de ondas é a corda de uma guitarra que é posta a vibrar. A passagem da onda transversal obriga a que os planos verticais do meio se movam "para cima e para baixo" e que, por isso, os elementos adjacentes do meio sofram variações de forma, que alternam entre a de um rectângulo e a de um losango.

As ondas S só se propagam em meios sólidos. A sua velocidade é menor do que a das ondas P. Nos granitos, por exemplo, é de cerca de 3km/s.

Ondas superficiais

Uma perturbação exercida na superfície livre de um meio propaga-se, a partir da fonte, sob a forma de ondas sísmicas superficiais. Existem duas categorias de ondas superficiais, as ondas R (de Rayleigh) e as ondas L (de Love), que se distinguem entre si pelo tipo de movimento que as partículas descrevem na frente de onda.
As ondas superficiais deslocam-se a menor velocidade do que as ondas volúmicas. Em geral, as ondas L têm maior velocidade do que as ondas R.

As ondas sísmicas superficiais têm uma gama alargada de frequências, mas inferiores às das ondas volúmicas. Normalmente, as frequências das ondas superficiais são inferiores a 1 Hertz.

Ondas R (de Rayleigh)

O movimento das partículas na frente de onda de uma onda de Rayleigh está polarizado no plano vertical e pode ser visualizado como uma combinação de vibrações do tipo P e S. O movimento das partículas individuais descreve uma elipse retrógada alinhada no plano vertical.

Tal como nas ondas do mar, o deslocamento das partículas não está confinado apenas à superfície livre do meio, sendo as partículas abaixo desta também afectadas pela passagem da onda. Num semi-espaço homogéneo, a amplitude do movimento das partículas decresce exponencialmente com o aumento da profundidade. Ondas com comprimento de onda l têm uma profundidade de penetração característica de 0.4 l.

Ondas L (de Love)


O movimento das partículas, nas ondas L (de Love), processa-se apenas no plano horizontal.

COMPLEXIDADE DAS ONDAS SISMICAS

Como os vários tipos de ondas que se produzem quando ocorre um sismo têm velocidades e frequências diferentes, em áreas afastadas da região epicentral é possível observar que as ondas estão organizadas em grupos. Todavia, próximo da área de geração, não há tempo suficiente para esta segregação em trens de ondas distintas, pelo que a movimentação das partículas induzida simultaneamente por diferentes tipos de ondas pode ser extremamente complexa (provocando grandes destruições).



Por outro lado, ao propagar-se em diferentes tipos de rochas e à superfície, atravessando zonas de descontinuidade estrutural, as ondas são sujeitas, muitas vezes, a fenómenos de reflexão e de refracção, o que pode conduzir a amplificação das ondas e, consequentemente, aumento do seu potencial de destruição. A situação complica-se ainda mais porque a propagação das ondas é afectada pela atitude do plano de rotura, o que pode conduzir a concentração de energia em certas direcções.


Por outro lado, a complexidade do estudo das ondas sísmicas é ainda acentuada pelo facto do tipo e condições do solo, bem como a topografia, poderem provocar amplificação ou redução das ondas sísmicas em locais específicos.


Frequência das Ondas Sísmicas e Frequência de Vibração Natural dos Edifícios

As ondas sísmicas volúmicas (quer as compressivas, quer as de corte) têm, na origem, vasta gama de frequências. Todavia, devido à atenuação durante a propagação, as mais pronunciadas têm frequências entre 0,5 e 20 Hertz. As ondas superficiais têm, geralmente, frequências menores do que as ondas volúmicas, tipicamente inferiores a 1 Hertz.


Os edifícios têm frequências naturais de vibração específicas. As frequências naturais de vibração dos edifícios de menor altura são mais elevadas do que as dos prédios mais altos. Se a frequência das ondas sísmicas é análoga à frequência natural de vibração de certos edifícios, estes podem entrar em ressonância e ser gravemente danificados ou destruídos.


No entanto, as ondas com frequências elevadas sofrem atenuação mais rápida com o aumento de distância à zona epicentral do que as ondas com frequências mais baixas. Por essa razão, a distâncias relativamente grandes do epicentro (da ordem de 100km), os edifícios altos podem ser bastante mais danificados do que os baixos. As construções baixas são mais sensíveis às vibrações sísmicas quando se localizam próximo do local onde o sismo foi gerado.